Sharp lança Smartbook com GNU/Linux no mercado japonês

2 09 2009

1720-5299A Sharp vai lançar já este mês de Setembro no mercado Japonês um Smartbook com o nome de PC-Z1.

Publicitado como um dispositivo tão fácil de usar como um telemóvel mas com a capacidade de processamento similar ao de um PC só me traz à memória os modelos da Asus, os “Eee PC”.

São pequeninos, leves e aparentemente não existe qualquer referencia a uma ligação Ethernet ou ficha VGA/DVI, pelo menos na Press Release oficial. Em relação ao preço este continua por anunciar.

Sendo um dispositivo móvel,  com a proliferação de HotSpots e  banda larga móvel, talvez tenham sido alguns dos factores a levar que a Sharp tenha optado por excluir o suporte Ethernet.

Estão previstos para este ano lançamentos de muitos dispositivos similares a este a correrem GNU/Linux e baseados em arquitectura ARM. Todos estes prometem longevidades de bateria até 10H, tempos de arranque muito baixos e a correr em SSD‘s na sua maioria.

Algumas das características do produto:

  • Installed OS:   Linux/Ubuntu 9.04 (Smartbook Remix for ARM-based systems, Sharp customized version)
  • LCD:   5-inch, widescreen TFT LCD (Wide-SVGA resolution, LED backlit, touch-screen)
  • CPU:  ARM i.MX51 multimedia applications processor manufactured by Freescale Semiconductor
  • Main memory:  512 MB (fixed)
  • Input devices: 68-key keyboard (key pitch: approx. 14 mm; key stroke: approx. 0.8 mm),
  • Quick Launch button
  • Pointing device:  Optical pointer (optical pointing device), touch-screen
  • Card slot:  microSD Memory Card/microSDHC Memory Card x 1 (16 GB max.)
  • nterfaces  Headphone output (3.5 mm-dia. stereo mini-jack) x 1,
    USB (USB 2.0 compatible) x 1,
    miniUSB (USB 2.0 compatible; miniAB connector) x 1
  • Storage memory:  Approx. 4 GB flash memory (user area: approx. 2 GB)
  • Battery operating time:  Approx. 10 hours
  • Communications function:  Wireless LAN (IEEE 802.11 b/g compatible)

Ler a press release oficial





ESOP apresenta casos de sucesso Open Source

18 05 2009

1720-5299Do  press release da ESOP

A Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas (ESOP) inaugurou uma nova área no seu site oficial na qual estão disponíveis diversos casos de sucesso de implementações Open Source em Portugal.
Com esta iniciativa, a ESOP pretende reforçar a sua função catalisadora no fomento da grande competitividade das soluções Open Source nos variados modelos de negócio, ao apresentar de forma detalhada projectos relevantes em organizações portuguesas. Este trabalho, que envolve um processo sistemático de recolha e normalização de informação junto das empresas da ESOP e respectivos clientes, estará em actualização permanente. Neste momento estão publicados e disponíveis para análise 11 casos de sucesso desenvolvidos pelas empresas da associação aos quais brevemente se juntarão outros.
A divulgação contínua de casos de sucesso na área do Open Source em Portugal insere-se no objectivo principal da ESOP de dinamizar o mercado e promover o que de melhor existe no sector das Tecnologias Abertas, ajudando as empresas e seus parceiros a encontrar soluções e software de excelência capazes de suportar o seu negócio. A ESOP, procura assim dar valor acrescentado às organizações portuguesas utilizando os modelos de desenvolvimento baseado em tecnologias Open Source, conhecidas por maximizar os níveis de inovação e competitividade.

Press release oficial.

Área dos casos de sucesso.

Quanto se gasta em Software Microsoft na administração pública portuguesa?





Brasil poupa 123 milhões de euros com software livre

6 04 2009

Notícia integralmente copiada do tek

O Governo brasileiro poupou 370 milhões de reais (cerca de 123,8 milhões de euros) recorrendo a aplicações de software livre, segundo valores apurados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), vinculado ao Ministério da Fazenda brasileiro.

A utilização de licenças de código aberto para sistemas operativos, browsers, programas de correio electrónico e outras aplicações permitiu economizar o correspondente ao dobro dos investimentos feitos no desenvolvimento dos programas da declaração do imposto de renda ou o equivalente a cerca de um quarto do orçamento anual do Serpro, considerado o maior serviço de processamento de dados da América do Sul.

O cálculo das poupanças não tem em consideração os possíveis gastos com a manutenção dos programas, os totais poupados com o uso de programas feitos sob medida e a dispensa de aquisição de licenças para novas redes.

Depois da adopção do software livre por parte do Governo brasileiro, 40 por cento dos organismos estatais já está equipado com sistemas de código aberto.

No próximo dia 15 de Abril está prevista a disponibilização aos órgãos públicos, empresas e utilizadores particulares, por parte do Serpro, de uma nova plataforma de desenvolvimento denominada de Demoiselle, em homenagem a Santos Dumont, que, em 1907, deixou livre a patente do avião homónimo que projectou em França.





Migração para GNU/Linux (pt. I)

3 04 2009

tux-campusVim agora de uma empresa de Marketing pela qual fui contactado para ir instalar uma máquina piloto com GNU/Linux.

O gerente usava Windows até ter comprado um portátil Acer aspire one que vem pré-instalado com o Linpus. Neste caso o gerente tem o portátil faz dois meses e habituou-se tanto ao Linpus que já não quer outra coisa.

Foi apenas depois de algumas explicações que ele acedeu a ser instalado o ubuntu na variante do KDE (kubuntu)  em vez do Linpus.

Finalmente o convenci com o argumento que se ele se habituou a usar o Linpus em vez do Windows depois de tantos anos a usar o sistema da Microsoft também não teria dificuldades a usar outro ambiente. Afinal ambos os sistemas não são mais que um ambiente de trabalho constituído pelos icons que mais usamos, isto para simplificar 😀

Conversamos posteriormente sobre alguns pontos da mudança e o que esperar dos utilizadores que irão mais tarde usar este novo sistema. Falei também dos formatos e principalmente dos ficheiros do Office 2007 no formato docx e como proceder para alertar educadamente as empresas que enviem documentos no novo formato do Office 2007.

Nestas coisas das mudanças radicais há sempre aquele impacto das pessoas se habituarem a uma coisa nova e eu tive o cuidado de lhes perguntar se ele queria que lhe instalasse o Office 2003 no Wine visto a empresa possuir três licenças originais do produto. Prontamente ele respondeu  “se eu consigo fazer tudo no OpenOffice eles que se amanhem, também vão conseguir”.

Depois de esclarecidos os pontos e dúvidas iniciais passemos à accão

Escolhido o PC para deitar abaixo, um P4 2.80 com 1.5GB de memória RAM  na qual o XP se arrastava devido ao largo tempo que já fora instalado, eis que deito mãos à obra e começa a tarefa de fazer uma das coisas que me dá mais prazer – erradicar mais um Windows.

Depois do serviço concluído ele disse “que estranhava o facto de a máquina estar tão rápida” ao qual eu respondi que sim, o Linux faz muito melhor aproveitamento do Hardware que o Windows e que acima de tudo daqui a 1 ano ele carrega no botão para ligar o computador e vai continuar a achar que a máquina continua bastante rápida ao contrário do Windows que com o tempo se vai tornando cada vez mais lento e maçudo.

Sistema instalado, passemos ás parametrizações.

Configurei-lhe o ambiente de trabalho de uma forma “natural”, configurar uma multi-funções da HP com scanner, fax, impressão e OCR com o HPLIP é mais fácil no Linux que no Windows, isto sem necessidade de andar à procura de controladores na Internet.

Para email eles usam uma conta Google Corporate, não havendo necessidade de andar a converter PST’s do Outlook.

Portanto, tal e qual como a maioria das pequenas empresas, eles necessitam de um pacote de produtividade ( OpenOffice ), um browser ( Firefox ), instalei o Scribus e o Inkscape para algum trabalho gráfico que precisem de fazer, o KMess (svn) para as mensagens, o pdfimport para poderem editar PDF’s a partir do OpenOffice  e daqui a 15 dias se tudo correr bem migro as outras máquinas.

Assim que tiver mais novidades sobre a migração irei documentar aqui no blog.





Abuso de patentes coloca em risco a saúde de americanos

14 03 2009

trustUm grupo chamado de Open ISES Project criou um sistema Open Source chamado Cards 911 que consiste num documento feito em Open Office que é para ser usado na linha 911, o equivalente ao nosso número de emergência, o 112.

Este documento do Openoffice Writer consiste num procedimento que conforme se vai clicando em certas palavras chave vai redireccionando o assistente para hiper-ligações dentro do mesmo que vai despistando sintomas e ajudando este a ajudar a pessoa que ligou o mais rapidamente possível podendo ajudar a salvar vidas.

Este documento é Open Source ( Software Livre) e está disponível gratuitamente no site do projecto.

Advogados de uma empresa chamada “Priority Dispatch Corporation” enviaram um documento com a listagem de dez (10) patentes que a companhia detinha e exigiram que todas as cópias electrónicas e físicas deste documento fossem destruídas.

Ler a discussão no TechDirt





Gendarmerie poupam milhões com Open Source

11 03 2009

tux_book_circleA migração gradual para sistemas Open Source e aplicações Web permitiu poupar milhões de euros à policia francesa “Gendarmerie”, conta o Tenente Coronel Xavier Guimard.

“Este ano o orçamento de IT vai ser reduzido em 70 porcento. Isto não vai afectar os nossos sistemas. A maioria destas poupanças são em licenças de software proprietário”.

Até 2004 os Gendarmerie adquiriam cerca de 12000 a 15000 licenças anualmente.
Em 2005 adquirimos apenas 27, desde Julho de 2007 compramos 200 licenças Microsoft.
Sempre que um de nós precisa de um novo PC, este vem com o Ubuntu”.
Guimard estima que desde 2004 os “Gendarmerie” já pouparam 50 Milhoẽs de Euros em licenças para aplicações de escritório, em Hardware e manutenção desses mesmo sistemas.

A decisão de mudança para uma politica IT de Open Source foi em 2004 e foi levada a cabo por um dos contabilistas desta policia.
A Microsoft forçava-nos a comprar novas licenças. Isto chateou o nosso contabilista o que o levou a experimentar o Open Office”. Segundo o Tenente Coronel Guimard “f oi quando a Microsoft começou a incitar esta policia a abandonar o Open Office que o Director Geral soube da experiência e depois de ver o Open Office a trabalhar decidiu que este fosse instalado em todos os 90.000 equipamentos”.

Sem despesas de formação:
Guimard conta que desde 2002  que a “Gendarmerie” sabe que as aplicações Open Source normalmente são melhores a lidar com standards que as aplicações proprietárias.
Ao moverem os servidores centralizados de email para Imap levou a organização a instalar o Mozilla Thunderbird em todos os Pc’s. O facto de todas as aplicações Web correrem bem no Mozilla Firefox levou também a que fosse instalado em todos os PC’s e não é necessário formação para se saber trabalhar com um browser de Internet

Em 2007 esta policia decidiu inclusive mudar o sistema operativo.
Guimard: “Mudar de Microsoft XP para o Vista não nos traria muitas vantagens e a própria Microsoft disse-nos que seria necessário dar formação aos utilizadores. Mudar do XP para o Ubuntu, ao contrário provou ser muito fácil – as duas grande diferenças são os icons e os jogos. Os Jogos não são a nossa prioridade
Segundo  Guimard a mudança para o sistema Open Source também nos ajudou a reduzir custos. Manter os sistemas GNU/Linux actualizados é muito mais fácil diz o Tenente Coronel.
Anteriormente, um dos nossos passaria o ano a viajar para instalar a nova versão de um Anti-vírus qualquer nos PC’s nas ilhas da Polinésia Francesa. Uma operação equivalente agora é feita em duas semanas e não requer deslocações

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E nós por cá, quanto damos à Microsoft?