Microsoft fez pressões para descartar Linux no e-escolinha

17 03 2010

A Microsoft não queria que o Magalhães, o portátil distribuido no e-escolinhas tivesse dual-boot, tendo feito pressões para que o computador iniciasse automaticamnete com o Windows, revelou ontem Paulo Trezentos, director técnico da Caixa Mágica, na sua audição perante a Comissão eventual de inquérito à Fundação das Comunicações Móveis.

“A Microsoft utilizou toda a espécie de pressões para que o Windows iniciasse automaticamente, mas tanto o Ministério da Educação como a JP Sá Couto conseguiram” evitar essa limitação, permitindo que fosse possível seleccionar o sistema operativo, disse Paulo Trezentos, na audição na Comissão de Inquérito, citado pela Agência Lusa.

Os mais de 400 mil portáteis distribuidos junto das crianças do primeiro ciclo durante o ano lectivo de 2008/2009 têm os dois sistemas operativos, o Windows e o Linux Caixa Mágica, podendo as crianças escolher no arranque qual querem utilizar.

Respondendo aos deputados, Paulo Trezentos assumiu também a culpa da Caixa Mágica nos erros de ortografia que alguns dos programas incluídos na distribuição de Linux apresentavam e que a empresa se apressou a corrigir.

Ler noticia completa no tek.sapo.pt

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Comissão Europeia considera Magalhães ilegal

22 05 2009

dsc00153A Comissão Europeia (CE) considera que Portugal infringiu as leis comunitárias da concorrência ao adjudicar por ajuste directo, e não por concurso público, todos os programas governamentais ligados ao Plano Tecnológico da Educação.

Segundo o Diário SOL

Está em causa a distribuição gratuita ou a preços reduzidos de mais de um milhão de computadores a alunos e professores – incluindo os 500 mil ‘Magalhães’ que o Executivo de José Sócrates prometeu distribuir pelos alunos do 1.º Ciclo.

As conclusões da Comissão liderada por Durão Barroso são preliminares e fazem parte da chamada fase pré-contenciosa da acção. Esta foi instaurada por incumprimento de Portugal da directiva 2004/18/CE (norma que regula a contratação pública na UE, de forma a assegurar a livre circulação de bens e serviços no Mercado Único Europeu). O processo nasceu de uma queixa apresentada pela empresa Accer na Direcção-Geral do Mercado Interno.

Ler artigo completo no Sol

Parece que a campanha do Sócrates afinal de contas não será legal.

Houve empresas com benefícios exclusivos  como a Intel, JP Sá Couto e Microsoft sem concurso público.

Ainda não é uma condenação – vamos esperar.

A discussão segue também neste fórum no sapo.

Mais informação na Secção Educação deste blogue





Site de ajuda da Caixa Mágica – Magalhães

2 04 2009

dsc00153A Caixa Mágica disponibiliza agora um novo site de apoio aos utilizadores deste sistema operativo no portátil do e-escolinhas.

O site sugere várias actividades a realizar com as aplicações instaladas no notebook e sites adequados ao grupo etário, mas permite também instalar software.

Aprofundando o sentimento de comunidade é ainda possível a todos os utilizadores contribuírem com documentação, software e informação de apoio a outros utilizadores.

Noticia retirada do TEK.





O Magalhães e o Windows Update

25 02 2009

dsc00153

Recebi na Sexta-feira passada o meu primeiro Magalhães para reparar. O intuito da reparação seria desbloquear a conta do utilizador no Windows.

o Cliente adquiriu-me também um router Wireless para partilhar a ligação à net. O portátil até não é mau de todo, tendo em conta que é um portátil para crianças e não fosse o facto de ter sido empurrado sobre ele a instalação do Windows a par com o Linux Caixa Mágica.

Já alguma vez se questionaram porque razão o Magalhães ( Intel Classmate PC ) não tem a tecla Meta (aquela com o símbolo do Windows) ?

Não, em inglês?

Não, traduzido para português pelo Babelfish?

Mais sobre a JP Sá Couto, empresa do Magalhães

Bem, mas de volta ao tópico, como o cliente pretende aceder à Internet fiz o que todos os utilizadores do Windows deviam fazer – Updates, updates do anti-vírus, do Windows, etc. Quando acabaram os 608MB de updates o Magalhães ficou com cerca de 800MB de espaço livre no disco rigido isto com a instalação original.

Claro que posso mover programas para a outra partição mas a maioria dos utilizadores não tem este conhecimento nem o Software disponivel para o fazer.

Algo me diz que este coitado ao fim de três meses de navegar na Internet não vai ter muito por onde se mexer, a ver vamos?





Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras

19 02 2009

trustSegundo o Jornal  Público:

O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do “Monumento”, onde apareciam mulheres nuas. “Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres”, lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.

“Fomos surpreendidos agora cerca da uma hora com um fax do Ministério Público assinado pela senhora delegada do 1º juízo, a qual nos dá um prazo até às 15h30 para retirar o conteúdo do computador Magalhães”, explicou o autarca, citado pela mesma fonte. Carlos Miguel acrescentou que “o que existe é uma sátira ao computador Magalhães com um autocolante que se pressupõe que seja o ecrã”, pelo que não entende o pedido para o retirarem do Carnaval e entregaram mais tarde ao tribunal judicial.

O Carnaval de Torres Vedras, um dos mais antigos e que atrai mais visitantes e turistas em Portugal, é célebre pela sátira social e política que representa nos carros alegóricos. O corso nocturno, concurso de mascarados e muita música são algumas das ofertas originais desta festa que continua a ser o cartão-de-visita do concelho.

O “Monumento” é uma construção temática que todos os anos satiriza um aspecto da actualidade, como explica o site dedicado ao Carnaval de Torres. Em 2004 a temática escolhida foi “a excursão saloia ao Euro”, utilizando um longo veículo de transporte de passageiros em que os diversos países participantes no Campeonato Europeu de Futebol eram representados estereótipos nacionais. Em 2005 o tema foi “o futebol nacional”, retratando os símbolos dos três maiores clubes portugueses e os seus escândalos, com particular relevo para o “caso Apito Dourado”.

Ler a noticia completa no Público